EE OMAR DONATO BASSANI
O que faremos???
ATIVIDADE 1-:Ler e analisar o poema “O morcego”, de Augusto dos Anjos, associando sua temática às questões da atualidade. Conhecer a temática dos poemas de Augusto dos Anjos.
Ler o poema “Psicologia de um vencido”, de Augusto dos Anjos.
RESPONDA:
1-Qual é o objetivo da literatura?________________________________________________
“O morcego”, de Augusto dos Anjos
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho./Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,/Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...” /— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,/Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego /A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!/Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
ANJOS, Augusto dos. O morcego. In: Eu e outras poesias. Disponível em:
<http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1772>. Acesso em: 21 jan. 2020.
2-Quais impressões o poema “O morcego”, de Augusto dos Anjos, provocou em você?
___________________________________________________________________________
Na aula anterior…
Na aula anterior, trabalhamos com situações recentes, ocorridas no século XXI, e que ainda estão vivas na lembrança dos brasileiros. Essas são condições cotidianas, que podem ou não mexer com a consciência dos responsáveis pelos problemas causados.
Tendo como base o mote “consciência”, faça associação de seu conteúdo com os dias atuais. Pense no desastre ocorrido em Brumadinho, nas enchentes urbanas que assolaram o país, entre outros acontecimentos que envolvem o ser humano e sua atuação no lugar onde vive.
Vamos reler o poema...“O morcego”, de Augusto dos Anjos (ACIMA)
3-O poema mostra uma visão pessimista da vida e do ser humano? Comente.__________
4-O que significa ter consciência dos atos provocados?____________________________
5-O que é a consciência humana no contexto do poema?___________________________
6-Quanto aos desastres naturais e os provocados contra o meio ambiente, você considera que a “Consciência Humana”, atualmente, vem em segundo plano?_________
7-Por que a consciência humana é comparada a um morcego?______________________
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos ficou conhecido como Augusto dos Anjos. Poeta brasileiro, nasceu na Paraíba em 22 de abril de 1884. Considerado um dos poetas mais críticos de sua época (Simbolismo), também foi reconhecido como o mais importante poeta do pré-modernismo, segundo alguns críticos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_dos_Anjos#/media/Ficheiro:Augusto_Anjos.jpg
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Aluno, Língua Portuguesa, 2ª série, vol. 3, p. 101.
Em sua obra, é possível reconhecer raízes do simbolismo, como: o gosto pela morte, a
presença da angústia, a utilização de metáforas e vocabulário mórbido.
O contexto literário da época traz uma proposta diferenciada quanto ao modo de
abordar os conteúdos tratados nos poemas.
Os poemas de Augusto dos Anjos passam a expressar um realismo exagerado,
distanciando-os das idealizações sentimentais.
Por examinar a realidade sob a ótica do pessimismo, os poemas provocaram estranhamento no público, o que fez com que a obra desse autor demorasse a ser reconhecida. Ele próprio se declarou “cantor da poesia de tudo que morto”.
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Aluno, Língua Portuguesa, 2ª série, vol. 3, p. 101.
8-Quais expectativas o título “O morcego” provoca com relação à leitura do poema?
_________________________________________________________________________
9-Assim como a palavra que intitula o poema, que outras palavras empregadas pelo poeta podem causar estranhamento? Identifique-as.___________________________
10-Na primeira estrofe, há um momento em que o eu lírico se mostra assombrado. Em que verso é possível identificar esse sentimento?_______________________________
11-Como você interpreta os versos:
“Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.”
12-Na segunda e na terceira estrofes, o eu lírico parece estar temeroso diante da
situação em que se encontra. Identifique nos versos passagens que demonstrem o
desejo de se livrar do “morcego”._____________________________________________
“Psicologia de um vencido”, de Augusto dos Anjos
Eu, filho do carbono e do amoníaco, /Monstro de escuridão e rutilância,/Sofro, desde a epigênese da infância, /A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,/Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia /Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas – /Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los, /E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
ANJOS, Augusto dos. Psicologia de um vencido. In: Eu e outras poesias. Disponível em:
<http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1772>. Acesso em: 21 jan. 2020.
RESPONDA:
1-Quais palavras deste poema não são típicas da poesia?___________________________
2-Qual é o efeito que o vocabulário científico traz ao poema?________________________
3-Você consegue identificar ironia no 5º verso? Explique.___________________________
Atividade complementar…
“Psicologia de um vencido”, de Augusto dos Anjos
Elabore uma resposta aos poemas de Augusto dos Anjos, partindo do pressuposto de que são de temática totalmente pessimista. Apresente a ele motivos para que levante a cabeça e siga adiante apesar das dificuldades. Faça como em uma resposta a uma publicação em uma rede social. Apresente ao seu professor. Compartilhe nas redes sociais com a hashtag: #EunoCMSP
ATIVIDADE 2
Qual a função dos brincos?
Ler poemas parnasianos e aprender sobre as principais características desse movimento literário.
Relacionar os textos parnasianos às questões do cotidiano contemporâneo.
1-Por que as pessoas usam brincos?___________________________________________
2-Qual é a utilidade das gravatas?______________________________________________
3-Por que as pessoas escutam música?_________________________________________
4-Por que as pessoas saem de férias?___________________________________________
5-Por que as pessoas leem romances, quadrinhos, poesias?________________________
6-Em sua opinião, o que faz um poema ser considerado um excelente texto?___________
“Hino à tarde”, de Olavo Bilac
Glória jovem do sol no berço de ouro em chamas,
Alva! Natal da luz, primavera do dia,
Não te amo! Nem a ti, canícula bravia,
Que a ti mesma te estruís no fogo que derramas!
Amo-te, hora hesitante em que se preludia
O adágio vesperal, — tumba que te recamas
De luto e de esplendor, de crepes e auriflamas,
Moribunda que ris sobre a própria agonia!
Amo-te, ó tarde triste, ó tarde augusta, que, entre
Os primeiros clarões das estrelas, no ventre,
Sob os véus do mistério e da sombra orvalhada,
Trazes a palpitar, como um fruto do outono,
A noite, alma nutriz da volúpia e do sono,
Perpetuação da vida e iniciação do nada…
Disponível em:http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1999.
1-Quais sensações o poema de Olavo Bilac desperta em você?______________________
2-Ao fazer “Hino à tarde”, o poeta se preocupou mais com a forma ou com o conteúdo de seu poema?_____________________________________________________________
3-Quais palavras deste poema as pessoas não costumam mais utilizar no cotidiano?
__________________________________________________________________________
O Parnasianismo
O Parnasianismo surgiu na França, no século XIX, no contexto da Revolução
Industrial, portanto, em uma época marcada pelo desenvolvimento tecnocientífico e pela valorização da razão.
A tríade parnasiana
ALBERTO DE OLIVEIRA/RAIMUNDO CORREA E OLAVO BILAC
Algumas características do Parnasianismo:
Preciosismo.
Objetividade e impessoalidade.
Arte pela arte.
Culto à forma.
“Profissão e fé”, de Olavo Bilac
[...]
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
Corre; desenha, enfeita a imagem,
A ideia veste:
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
Azul-celeste.
[...]
Portal Domínio Público. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=7563
RESPONDA:
1-A que é comparado o poeta nesta estrofe?
[...]
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
[...]
2-Ao comparar o trabalho do poeta ao de um fabricante de joias, qual é a visão que o eu lírico tem de um poema, isto é, qual seria a função de um poema no Parnasianismo?____
____________________________________________________________________________
Os poetas modernistas brasileiros foram grandes críticos do Parnasianismo.
3-Em sua opinião, quais eram as críticas apontadas por esses poetas?_______________
A poesia parnasiana foi, em seu período, o estilo literário mais popular no Brasil.
4-Em sua opinião, ao que se devia essa popularidade?_____________________________
5-Em sua opinião, existem herdeiros da tradição parnasiana na cultura brasileira?_____
___________________________________________________________________________
O Parnasianismo
O Parnasianismo divergiu dos estilos literários anteriores por priorizar a “arte pela
arte”, valorizando a técnica e a imparcialidade.
Além disso, apresentava como características marcantes o antissentimentalismo e o antirromantismo, por considerar que essas influências poderiam comprometer a imaginação do poeta, pois sua poética se situa na objetividade no trato do tema e no
culto da forma. Os principais representantes, aqui no Brasil, foram Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia.
Atividade complementar:
Pesquise na internet poemas parnasianos escritos pelos poetas mencionados nesta
aula.
Escolha um poema e faça um vídeo declamando-o.
Apresente-o ao seu professor e compartilhe nas redes sociais
com a hashtag #EunoCMSP
ATIVIDADE 3:
“Poemas que grudam...”
Ler poemas simbolistas e aprender sobre as principais características desse movimento
literário.
Relacionar os poemas simbolistas às questões do cotidiano contemporâneo.
Conhecer um pouco da obra do poeta simbolista Cruz e Sousa.
RESPONDA:
1-Você sabe o que é uma música-chiclete?______________________________________
2-O que você faz quando uma música de que você não gosta fica martelando na sua cabeça? __________________________________________________________________
“(A) ermida“, Cruz e Sousa
Lá onde a calma e a placidez existe, A minha musa,sem falar,assiste,
Sobre as colinas que o vergel encobre, Do meio-dia ante o aspecto nobre,
Aquela ermida como está tão pobre, O vago,estranho e murmurante dobre
Aquela ermida como está tão triste. Daquela ermida que aos trovões resiste
E às gargalhadas funéreas, sombrias Daquela triste esbranquiçada ermida,
Dos crus invernos e das ventanias, Que me recorda,me parece a vida
Do temporal desolador e forte. Jogada às magoas e ilusões da sorte.
Texto disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000089.pdf. Acesso em: 31 jul. 2020
“Amor”, Cruz e Sousa
Nas largas mutações perpétuas do universo
O amor é sempre o vinho enérgico, irritante...
Um lago de luar nervoso e palpitante...
Um sol dentro de tudo altivamente imerso.
Não há para o amor ridículos preâmbulos,
Nem mesmo as convenções as mais superiores;
E vamos pela vida assim como os noctâmbulos
À fresca exalação salúbrica das flores.
E somos uns completos, célebres artistas
Na obra racional do amor — na heroicidade,
Com essa intrepidez dos sábios transformistas.
Cumprimos uma lei que a seiva nos dirige
E amamos com vigor e com vitalidade,
A cor, os tons, a luz que a natureza exige!...
Texto disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000089.pdf. Acesso em: 31 jul. 2020
RESPONDA:
1-Você conseguiu sentir o ritmo dos poemas durante a leitura?_____________________
2-Em sua opinião, há a possibilidade de poemas, como os lidos, grudarem na mente como as músicas-chiclete?_____________________________________________________
“(A) ermida”, de Cruz e Sousa
Lá onde a calma e a placidez existe,
Sobre as colinas que o vergel encobre,
Aquela ermida como está tão pobre,
Aquela ermida como está tão triste.
A minha musa, sem falar, assiste,
Do meio-dia ante o aspecto nobre,
O vago, estranho e murmurante dobre
Daquela ermida que aos trovões resiste
E às gargalhadas funéreas, sombrias
Dos crus invernos e das ventanias,
Do temporal desolador e forte.
Daquela triste esbranquiçada ermida,
Que me recorda, me parece a vida
Jogada às magoas e ilusões da sorte.
3-Qual o tema central deste poema?__________________________________________
4-Observe os termos em destaque e responda:
Como a escolha vocabular contribui para a construção do ambiente proposto pelo eu lírico?___________________________________________________________________
“Amor”, de Cruz e Sousa
“Nas largas mutações perpétuas do universo
O amor é sempre o vinho enérgico, irritante...
Um lago de luar nervoso e palpitante...
Um sol dentro de tudo altivamente imerso.
[...]”
“[...]
Não há para o amor ridículos preâmbulos,
Nem mesmo as convenções as mais superiores;
E vamos pela vida assim como os noctâmbulos
À fresca exalação salúbrica das flores.
[...]”
“[...]
E somos uns completos, célebres artistas
Na obra racional do amor — na heroicidade,
Com essa intrepidez dos sábios transformistas.
[...]”
“[...]
Cumprimos uma lei que a seiva nos dirige
E amamos com vigor e com vitalidade,
A cor, os tons, a luz que a natureza exige!...
[...]”
5-Você concorda com a visão de amor expressa pelo eu lírico?______________________
João da Cruz e Sousa (1861-1898)
Obras
Broquéis (1893, poesia) Missal (1893, poemas em prosa)
Tropos e fantasias (1885, poemas em prosa, junto a Virgílio Várzea)
Obras póstumas
Últimos sonetos (1905) Evocações (1898, poemas em prosa)
Faróis (1900, poesia) Outras evocações (1961, poema em
prosa)
O livro derradeiro (1961, poesia) Dispersos (1961, poemas em prosa)
Outras características do Simbolismo:
**Sinestesia: construção de versos que descrevem sons, aromas e cores, pois os cinco sentidos são instrumentos de captação dos símbolos ao redor.
**Temática voltado para o subconsciente e ao êxtase do espírito.
**Vocabulário voltado para os aspectos etéreos do mundo, palavras de uso
incomum no cotidiano.
**Presença da religiosidade, não somente cristã como também oriental,
compondo a busca simbolista da transcendência.
**Descrições crepusculares, presença simultânea de luz e sombra.
**Imagens sombrias, lúgubres, decadentes.
**Aliterações.
Trecho do poema: “Violões que choram”, de Cruz
“[...]
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.
[...]”
1-Você consegue associar a aliteração presente no texto ao som de um violão sendo tocado?_________________________________________________________________
Trecho do poema: “Violões que choram”, de Cruz e Sousa.
Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento.[...]
2-Explique a sinestesia presente no primeiro verso da estrofe._______________________
Atividade complementar:
Pesquise a obra de Cruz e Sousa e outros poetas simbolistas, como o brasileiro Alphonsus de Guimaraens, os portugueses Eugênio de Castro e Camilo Pessanha, os franceses Charles Baudelaire e Paul Verlaine e, com base em seus poemas, elabore
um perfil de rede social com as características próprias desses autores, suas obras, seus interesses, sua personalidade artística.
Faça este perfil no seu caderno ou com os materiais de que você dispuser: sulfite, cartolina, papel-cartão, hidrocor, lápis de cor e, acima de tudo, muita criatividade.
Apresente esta atividade ao seu professor.
ATIVIDADE 4 NA PARTE III (próxima aula)Caderno do aluno SP FAZ ESCOLA V3.
1ª)Realizar todas as atividades das páginas 96 a 106 do caderno do aluno;
2ª)Enviar tudo para a professora através do e-mail ou what’s acima.
OBSERVAÇÃO:Estamos na reta final do 3ºbimestre e a maioria dos alunos ainda Não fez nada desde o 2ºbimestre! CAPRICHEM!!
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