Atividade de História prof- Diógenes
Data de entrega até 08/10 email. deggamail@yahoo.com
Mudanças com a Família Real no Brasil
Dando
sequência a vinda da Família real para o Brasil e a instalação da corte, houve
grandes transformações, num processo que resultaria na separação do Brasil de
Portugal.
Faça
pesquisas e,
Resolva os
exercícios abaixo:
1. (CFTRJ 2016) Em 2015 o Rio de Janeiro comemora 450 anos
de sua fundação. Ao longo dos séculos, a cidade passou por uma série de
mudanças e transformações que resultaram na capital do estado que temos hoje.
Dentre estas mudanças podemos citar:
a) a ocupação francesa no centro do Rio de Janeiro no século
XVIII, inclusive a Ilha de Villegagnon, sede da França Antártica.
b) a destruição das plantações de cana-de-açúcar pelos
holandeses por conta da concorrência do açúcar produzido nas Antilhas durante o
século XVII.
c) o surgimento de ruas e o alargamento de algumas já
existentes e a criação de instituições por D. João VI a partir de 1808, como o
Jardim Botânico e a Biblioteca Real.
d) a Revolução do Porto que em 1820 paralisou o porto
principal do Rio de Janeiro por conta das altas tarifas alfandegárias sobre os
escravos.
2. (Feevale 2016) No
ano de 1808, a Corte portuguesa instalou-se no Brasil. A partir desse momento,
um processo de desenvolvimento científico-cultural ocorreu, com a fundação de
instituições, como Biblioteca Pública e Imprensa Régia. Também foram criados,
com o passar do tempo, diferentes cursos, como o da Academia Real Militar e da
Faculdade de Medicina.
Marque a alternativa que demonstra o principal objetivo do
governo ao instituir o desenvolvimento desses cursos.
a) Fortalecer o sistema público da educação brasileira,
existente desde a fundação das primeiras vilas.
b) Fortificar a colônia contra os ataques das esquadras
inglesas, formando quadros para o exército.
c) Desenvolver novas tecnologias para a crescente indústria
portuguesa.
d) Controlar a imprensa local através da censura.
e) Formar recursos humanos para atender às necessidades da
Corte.
3. (Fgv 2016) “Caso
tomemos o exemplo do Rio de Janeiro (...), iremos perceber de imediato que se
trata de uma região caracterizada por forte concentração de riqueza em poucas
mãos. Os círculos dos mais ricos – 14% das pessoas – chegaram a ter três
quartos da riqueza inventariada. (...) Entre fins do século XVIII e a primeira
metade do século XIX, eles chegaram a dominar 95% dos valores transacionados
nos empréstimos (...). Era dentro dessa elite que se situava o pequeno grupo
formado pelos negociantes de grande envergadura, cujas fortunas foram
constituídas por meio do comércio transoceânico e no comércio colonial de longa
distância. (...) Uma vez acumuladas tais fortunas, verifica-se que parte desses
homens de negócios (ou seus filhos) abandonava o comércio, convertendo-se em
rentistas (pessoas que vivem de rendas, como, por exemplo, do aluguel de
imóveis urbanos) ou em grandes senhores de terras e de escravos. Curiosamente,
ao fazerem isso, estavam perdendo dinheiro, já que os ganhos do tráfico
atlântico de escravos 19% por viagem) eram superiores aos lucros da plantation
(de 5% A 10% ao ano).
O que havia por trás de um movimento de reconversão em si
mesmo inusitado?”
(João Fragoso et al., A economia colonial brasileira
(séculos XVI-XIX). 1998)
Esse “movimento de
reconversão” pode ser explicado
a) pelos extorsivos impostos cobrados aos traficantes de
escravos e aos comerciantes em geral e pelas restrições de oferta de títulos de
nobreza para os homens que não tivessem grandes propriedades fundiárias.
b) pela radical transformação da economia colonial desde
meados do século XVIII, que permitiu uma acumulação de capital maior na
atividade manufatureira, e pela decadência da produção aurífera, em Minas
Gerais e em Goiás.
c) por um considerável ideal aristocratizante de uma parcela
da elite colonial brasileira, que almejava um afastamento relativo do mundo do
trabalho, e pela busca de maiores garantias para o patrimônio constituído por
meio do comércio.
d) pela legislação presente nas Ordenações Filipinas, que
estabelecia uma hierarquia social a partir da origem principal da riqueza e
pelas restrições ao tráfico de escravos, instituídas a partir de 1810.
e) pela proibição dos comerciantes em participar das Câmaras
Municipais, como eleitores e como elegíveis, e pela condenação feita pela
Igreja Católica contra os ganhos obtidos por meio de lucros gananciosos e de
juros altos.
4. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a
América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e
sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades
diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da
corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida
privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.
Os fatos apresentados se relacionam ao processo de
independência da América portuguesa por terem
a) incentivado o clamor popular por liberdade.
b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.
c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.
d) obtido o apoio do grupo constitucionalista português.
e) provocado os movimentos separatistas das províncias.
5. (CFTRJ 2014) As guerras napoleônicas e a invasão francesa
da Península Ibérica (1807-1808) resultaram na transferência da Corte
portuguesa e de setores dirigentes do Estado português para o Brasil, criando
uma situação inédita para a principal colônia portuguesa. Entre as mudanças
trazidas, assinale a opção que expressa a opção verdadeira:
a) A transformação do Rio de Janeiro em sede da monarquia
portuguesa trouxe uma série de benefícios para esta cidade, como a criação de
indústrias, centros culturais e universidades.
b) A transferência da sede do Império português para o
Brasil era um projeto existente desde o século XVII, prevendo a modernização
econômica da colônia e a gradativa abolição da escravidão.
c) A vinda da família real democratizou de certa forma as
relações políticas existentes no Brasil, abrindo caminho para uma maior
participação de camadas populares livres na vida política.
d) A abertura dos portos, em 1808, e os tratados comerciais
assinados em 1810 resultaram, na prática, no fim do exclusivo colonial
português, em benefício dos interesses econômicos ingleses.